🧠 Crises Atônicas: quando a perda de tônus muscular pode levar a quedas inesperadas
🟣 Fevereiro Roxo – Conscientização sobre a Epilepsia
Dentro da campanha do Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre a epilepsia, é fundamental ampliar o entendimento da população sobre os diferentes tipos de crises epilépticas. Nem todas as crises se manifestam como convulsões visíveis, e algumas podem ser silenciosas, rápidas e altamente perigosas.
Entre elas, destacam-se as Crises Atônicas, caracterizadas principalmente pela perda súbita de tônus muscular, que pode resultar em quedas abruptas e risco elevado de lesões.
🔎 Tipos de Crises Epilépticas
A epilepsia pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da região do cérebro envolvida. Entre os principais tipos de crises epilépticas, destacam-se:
Crises de Ausência: lapsos breves de consciência, sem convulsões visíveis, mais comuns na infância e frequentemente confundidas com distração;
Crises Tônico-Clônicas Generalizadas: as chamadas convulsões clássicas, com perda de consciência, rigidez corporal e movimentos musculares bruscos;
Crises Focais: iniciam-se em uma área específica do cérebro e podem provocar sintomas motores, sensoriais ou emocionais, com ou sem perda de consciência;
Crises Mioclônicas: contrações musculares rápidas e involuntárias, geralmente nos braços ou pernas;
Crises Atônicas: marcadas pela perda súbita do tônus muscular, foco principal deste conteúdo.
🧠 O que são as Crises Atônicas?
As Crises Atônicas são episódios em que ocorre uma perda súbita e involuntária do tônus muscular, fazendo com que o corpo não consiga se sustentar. Como resultado, a pessoa pode cair de forma abrupta, muitas vezes sem qualquer aviso prévio ou tempo para se proteger.
Esse tipo de crise pode afetar diferentes grupos musculares, mas é mais evidente nos músculos das pernas. Em alguns casos, a crise pode ser mais leve, causando apenas uma sensação breve de fraqueza ou desequilíbrio. Em outros, a queda pode ser intensa e resultar em lesões físicas importantes.
Diferentemente das crises convulsivas, não há movimentos musculares rítmicos ou espasmos, o que pode dificultar o reconhecimento do episódio como uma crise epiléptica.
⚠️ Principais sintomas das Crises Atônicas
Os sintomas mais comuns incluem:
Perda súbita de tônus muscular, deixando o corpo “frouxo”;
Queda inesperada e involuntária, sem capacidade de reação ou proteção;
Possível alteração ou perda breve da consciência, embora em alguns casos a pessoa não perceba claramente o episódio.
As crises atônicas podem ocorrer isoladamente ou associadas a outros tipos de crises, como as tônico-clônicas ou focais, tornando o quadro clínico mais complexo.
🧬 Causas e condições associadas
As Crises Atônicas podem estar relacionadas a diferentes condições neurológicas, entre elas:
Epilepsia generalizada atônica;
Síndromes epilépticas raras, como a Síndrome de Lennox-Gastaut;
Lesões cerebrais que afetam áreas responsáveis pelo controle muscular;
Doenças neurológicas, como encefalites, alterações congênitas ou doenças neurodegenerativas.
Fatores externos como privação de sono, estresse, consumo de álcool ou interrupção inadequada de medicações também podem atuar como gatilhos.
🩺 Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico das Crises Atônicas exige uma avaliação neurológica detalhada, com atenção especial ao histórico de quedas frequentes ou episódios de perda súbita de força.
Os exames mais utilizados incluem:
Eletroencefalograma (EEG), para análise da atividade elétrica cerebral;
Ressonância Magnética (RM), para investigação de possíveis alterações estruturais no cérebro.
O diagnóstico correto é essencial para diferenciar crises atônicas de outras causas de quedas, como distúrbios cardiovasculares ou musculares.
💊 Tratamento das Crises Atônicas
O tratamento é individualizado e tem como principais objetivos controlar a atividade elétrica cerebral e reduzir o risco de quedas e lesões.
As abordagens mais comuns incluem:
Medicações anticonvulsivantes, como ácido valpróico, lamotrigina e topiramato;
Medidas de proteção, como coletes de segurança, capacetes ou camas com grades, especialmente em casos mais graves;
Orientações comportamentais, evitando ambientes e atividades que aumentem o risco de quedas.
📈 As Crises Atônicas podem ser controladas?
Sim. Com o tratamento adequado e acompanhamento neurológico contínuo, muitos pacientes conseguem reduzir significativamente a frequência das crises e melhorar sua qualidade de vida.
Em quadros mais graves, pode ser necessário ajuste frequente das medicações e, em alguns casos, apoio contínuo nas atividades diárias.
🌱 Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da causa subjacente da epilepsia, da resposta ao tratamento e da presença de outras condições associadas.
Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento regular, muitas pessoas conseguem levar uma vida relativamente estável, adotando apenas adaptações para maior segurança.
💬 Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono de Maringá
Na Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono de Maringá, entendemos que a epilepsia não se resume ao momento da crise, mas a tudo o que ela impacta antes, durante e depois.
Oferecemos:
Avaliação neurológica especializada;
Diagnóstico preciso e acompanhamento contínuo;
Abordagem integrada dos aspectos neurológicos, do sono, emocionais e comportamentais;
Orientação clara para pacientes e familiares;
Cuidado baseado em evidências científicas e acolhimento humano.
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📚 Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS).
Epilepsy – Key facts.
Disponível em:
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/epilepsy
International League Against Epilepsy (ILAE).
Classification of the epilepsies.
Disponível em:
https://www.ilae.org/guidelines/definition-and-classification/classification-of-the-epilepsies