09 fev

🧠 Crises Atônicas: quando a perda de tônus muscular pode levar a quedas inesperadas

 

🟣 Fevereiro Roxo – Conscientização sobre a Epilepsia

Dentro da campanha do Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre a epilepsia, é fundamental ampliar o entendimento da população sobre os diferentes tipos de crises epilépticas. Nem todas as crises se manifestam como convulsões visíveis, e algumas podem ser silenciosas, rápidas e altamente perigosas.

Entre elas, destacam-se as Crises Atônicas, caracterizadas principalmente pela perda súbita de tônus muscular, que pode resultar em quedas abruptas e risco elevado de lesões.

 


🔎 Tipos de Crises Epilépticas

A epilepsia pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da região do cérebro envolvida. Entre os principais tipos de crises epilépticas, destacam-se:

  • Crises de Ausência: lapsos breves de consciência, sem convulsões visíveis, mais comuns na infância e frequentemente confundidas com distração;

  • Crises Tônico-Clônicas Generalizadas: as chamadas convulsões clássicas, com perda de consciência, rigidez corporal e movimentos musculares bruscos;

  • Crises Focais: iniciam-se em uma área específica do cérebro e podem provocar sintomas motores, sensoriais ou emocionais, com ou sem perda de consciência;

  • Crises Mioclônicas: contrações musculares rápidas e involuntárias, geralmente nos braços ou pernas;

  • Crises Atônicas: marcadas pela perda súbita do tônus muscular, foco principal deste conteúdo.

 


🧠 O que são as Crises Atônicas?

As Crises Atônicas são episódios em que ocorre uma perda súbita e involuntária do tônus muscular, fazendo com que o corpo não consiga se sustentar. Como resultado, a pessoa pode cair de forma abrupta, muitas vezes sem qualquer aviso prévio ou tempo para se proteger.

Esse tipo de crise pode afetar diferentes grupos musculares, mas é mais evidente nos músculos das pernas. Em alguns casos, a crise pode ser mais leve, causando apenas uma sensação breve de fraqueza ou desequilíbrio. Em outros, a queda pode ser intensa e resultar em lesões físicas importantes.

Diferentemente das crises convulsivas, não há movimentos musculares rítmicos ou espasmos, o que pode dificultar o reconhecimento do episódio como uma crise epiléptica.

 


⚠️ Principais sintomas das Crises Atônicas

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Perda súbita de tônus muscular, deixando o corpo “frouxo”;

  • Queda inesperada e involuntária, sem capacidade de reação ou proteção;

  • Possível alteração ou perda breve da consciência, embora em alguns casos a pessoa não perceba claramente o episódio.

As crises atônicas podem ocorrer isoladamente ou associadas a outros tipos de crises, como as tônico-clônicas ou focais, tornando o quadro clínico mais complexo.

 


🧬 Causas e condições associadas

As Crises Atônicas podem estar relacionadas a diferentes condições neurológicas, entre elas:

  • Epilepsia generalizada atônica;

  • Síndromes epilépticas raras, como a Síndrome de Lennox-Gastaut;

  • Lesões cerebrais que afetam áreas responsáveis pelo controle muscular;

  • Doenças neurológicas, como encefalites, alterações congênitas ou doenças neurodegenerativas.

Fatores externos como privação de sono, estresse, consumo de álcool ou interrupção inadequada de medicações também podem atuar como gatilhos.

 


🩺 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico das Crises Atônicas exige uma avaliação neurológica detalhada, com atenção especial ao histórico de quedas frequentes ou episódios de perda súbita de força.

Os exames mais utilizados incluem:

  • Eletroencefalograma (EEG), para análise da atividade elétrica cerebral;

  • Ressonância Magnética (RM), para investigação de possíveis alterações estruturais no cérebro.

O diagnóstico correto é essencial para diferenciar crises atônicas de outras causas de quedas, como distúrbios cardiovasculares ou musculares.

 


💊 Tratamento das Crises Atônicas

O tratamento é individualizado e tem como principais objetivos controlar a atividade elétrica cerebral e reduzir o risco de quedas e lesões.

As abordagens mais comuns incluem:

  • Medicações anticonvulsivantes, como ácido valpróico, lamotrigina e topiramato;

  • Medidas de proteção, como coletes de segurança, capacetes ou camas com grades, especialmente em casos mais graves;

  • Orientações comportamentais, evitando ambientes e atividades que aumentem o risco de quedas.

 


📈 As Crises Atônicas podem ser controladas?

Sim. Com o tratamento adequado e acompanhamento neurológico contínuo, muitos pacientes conseguem reduzir significativamente a frequência das crises e melhorar sua qualidade de vida.

Em quadros mais graves, pode ser necessário ajuste frequente das medicações e, em alguns casos, apoio contínuo nas atividades diárias.

 


🌱 Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende da causa subjacente da epilepsia, da resposta ao tratamento e da presença de outras condições associadas.
Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento regular, muitas pessoas conseguem levar uma vida relativamente estável, adotando apenas adaptações para maior segurança.

 


💬 Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono de Maringá

Na Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono de Maringá, entendemos que a epilepsia não se resume ao momento da crise, mas a tudo o que ela impacta antes, durante e depois.

Oferecemos:

  • Avaliação neurológica especializada;

  • Diagnóstico preciso e acompanhamento contínuo;

  • Abordagem integrada dos aspectos neurológicos, do sono, emocionais e comportamentais;

  • Orientação clara para pacientes e familiares;

  • Cuidado baseado em evidências científicas e acolhimento humano.

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Informação, acompanhamento e cuidado fazem parte do tratamento.

📚 Referências

Organização Mundial da Saúde (OMS). Epilepsy – Key facts. Disponível em:

International League Against Epilepsy (ILAE). Classification of the epilepsies. Disponível em: