Quando o metabolismo e os nervos periféricos falham, o corpo inteiro sente

Metabólicas e Periféricas

Doenças Autoimunes e Infecções

 

🧠 Quando o sistema imunológico ou agentes infecciosos atacam os nervos

 

1. Introdução

As neuropatias periféricas causadas por doenças autoimunes e infecções representam uma parcela significativa dos casos neurológicos, muitas vezes com início agudo e sintomas intensos. Nesses quadros, o sistema imunológico, que deveria proteger o corpo, ataca os próprios nervos, ou então microrganismos invadem e causam inflamações e lesões diretas no tecido nervoso. Algumas dessas neuropatias são reversíveis com tratamento precoce e adequado, enquanto outras exigem acompanhamento contínuo.

 

2. Como as Doenças Autoimunes Causam Neuropatia

Em doenças autoimunes, o sistema imune perde sua capacidade de diferenciar estruturas próprias de agentes externos. Isso pode levar à destruição da bainha de mielina (revestimento do nervo) ou do próprio axônio, afetando a condução dos impulsos nervosos.

Exemplos comuns incluem:

  • Síndrome de Guillain-Barré: doença autoimune aguda que afeta nervos periféricos, causando fraqueza muscular ascendente e risco de paralisia respiratória.

  • Síndrome de Sjögren: pode gerar neuropatia sensitiva pura, com dor e perda de sensibilidade, além de ressecamento ocular e oral.

  • Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): pode provocar diferentes tipos de neuropatia, como polineuropatia simétrica ou mononeuropatias múltiplas.

Essas condições podem surgir isoladamente ou estar associadas a surtos de atividade da doença autoimune de base.

 

3. Como as Infecções Agridem os Nervos

Alguns vírus, bactérias e microrganismos têm afinidade por tecido nervoso, podendo provocar inflamação, destruição da mielina e lesões irreversíveis.

Entre as principais infecções associadas a neuropatias estão:

  • Hanseníase (lepra): doença bacteriana que compromete diretamente os nervos periféricos, causando perda de sensibilidade, fraqueza e deformidades, principalmente em mãos, pés e rosto.

  • HIV: pode causar diversos tipos de neuropatia, seja pelo vírus em si ou como efeito colateral de medicamentos antirretrovirais.

  • Herpes-zóster: vírus da catapora que, ao reativar-se, pode provocar dor intensa (neuralgia pós-herpética), mesmo após a recuperação das lesões de pele.

  • Outras infecções: vírus como hepatites, Zika e Chikungunya também estão associados a danos neurológicos, especialmente em surtos.

 

4. Sinais de Alerta e Sintomas Frequentes

Os sintomas podem ser sensoriais, motores ou mistos. Fique atento a:

  • Dormência ou formigamento;

  • Perda de sensibilidade ao toque ou dor;

  • Fraqueza muscular;

  • Dor em queimação ou choques;

  • Paralisia súbita (especialmente na Síndrome de Guillain-Barré);

  • Alterações autonômicas, como sudorese, tontura ou disfunções urinárias.

O início pode ser súbito (como na Guillain-Barré) ou progressivo, como nos casos associados a doenças autoimunes crônicas.

 

5. Diagnóstico e Abordagem Clínica

O diagnóstico requer uma combinação de história clínica, exames físicos e testes laboratoriais:

  • Avaliação neurológica detalhada;

  • Exames de sangue para marcadores autoimunes, inflamação, infecções;

  • Eletroneuromiografia para avaliar o tipo e grau da neuropatia;

  • Punção lombar em casos inflamatórios agudos;

  • Testes específicos para HIV, hanseníase, hepatites e outros agentes infecciosos;

  • Biópsia de nervo (em casos raros e selecionados).

 

6. Tratamento e Cuidados

O tratamento depende da causa, mas algumas estratégias são comuns:

  • Para doenças autoimunes: uso de corticosteroides, imunossupressores, imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese.

  • Para infecções: antibióticos (como no caso da hanseníase), antivirais ou ajuste dos medicamentos antirretrovirais (no HIV).

  • Controle da dor neuropática: uso de pregabalina, gabapentina, amitriptilina ou duloxetina.

  • Reabilitação: fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento multidisciplinar para recuperação funcional.

 

7. Conclusão

As neuropatias causadas por doenças autoimunes e infecções exigem investigação criteriosa, pois a abordagem correta pode evitar sequelas importantes. Em muitos casos, quanto mais precoce o tratamento, maior a chance de reversão dos sintomas e recuperação funcional.

📍Na Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono de Maringá, realizamos avaliação neurológica completa, exames avançados e acompanhamento especializado para o diagnóstico e o tratamento das neuropatias periféricas causadas por autoimunidade ou infecções.

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Doenças Autoimunes e Infecções – Esclarecendo as Principais Dúvidas

Toda doença autoimune pode causar neuropatia❓ 

Nem toda doença autoimune leva a neuropatia periférica, mas algumas têm maior propensão, como a Síndrome de Guillain-Barré, Lúpus e Síndrome de Sjögren. Nessas condições, o sistema imunológico pode atacar os nervos diretamente, resultando em sintomas como fraqueza, dor e formigamento. O risco depende da doença específica, da atividade imunológica e de fatores individuais do paciente.

Herpes-zóster pode causar dor nos nervos mesmo após a cicatrização das lesões❓

Sim, essa condição é conhecida como neuralgia pós-herpética. Mesmo após a cura das erupções cutâneas, o vírus pode deixar danos nos nervos afetados, resultando em dor intensa e crônica na região onde houve o surto. É mais comum em pessoas idosas e pode exigir tratamento com medicamentos específicos para dor neuropática.

Como a hanseníase afeta os nervos❓ 

A bactéria causadora da hanseníase tem afinidade pelos nervos periféricos, especialmente em regiões frias do corpo como mãos, pés e orelhas. Ela provoca inflamação e destruição dos nervos, levando à perda de sensibilidade, deformidades e, em casos graves, incapacidades físicas. O diagnóstico e o tratamento precoce são essenciais para evitar complicações.

As neuropatias relacionadas ao HIV são causadas pelo vírus ou pelos medicamentos❓ 

As duas situações são possíveis. O HIV pode, por si só, causar neuropatia periférica como manifestação direta da infecção. No entanto, alguns medicamentos antirretrovirais também podem ter efeito tóxico sobre os nervos, provocando sintomas semelhantes. Ajustes no tratamento e acompanhamento especializado são fundamentais nesses casos.

Existe cura para as neuropatias autoimunes e infecciosas❓ 

Algumas neuropatias autoimunes, como a Síndrome de Guillain-Barré, podem ser totalmente reversíveis com tratamento adequado. Outras, especialmente se diagnosticadas tardiamente, podem deixar sequelas permanentes. Já nas neuropatias infecciosas, o sucesso do tratamento depende da identificação precoce do agente causador e da gravidade do comprometimento nervoso. Em todos os casos, o acompanhamento neurológico é essencial para melhorar os sintomas e a qualidade de vida.

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