Quando o metabolismo e os nervos periféricos falham, o corpo inteiro sente

Metabólicas e Periféricas

Doenças Neuropáticas Periféricas

 

🧠 Quando os nervos periféricos deixam de transmitir os sinais corretamente

 

1. Introdução

As doenças neuropáticas periféricas são condições que afetam os nervos localizados fora do cérebro e da medula espinhal — os chamados nervos periféricos. Esses nervos têm funções fundamentais: conduzem impulsos motores, sensitivos e autonômicos, permitindo que o corpo se movimente, perceba o ambiente e mantenha funções automáticas como a pressão arterial e a digestão.

Quando esses nervos sofrem algum tipo de dano, surgem sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida: dor, dormência, fraqueza muscular, alterações na sudorese ou na função intestinal, entre outros. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar a progressão e o agravamento dos sintomas.


 

2. O que são as Neuropatias Periféricas?

A neuropatia periférica é o termo usado para descrever qualquer lesão ou mau funcionamento dos nervos periféricos. Esse comprometimento pode afetar:

  • Nervos sensoriais, responsáveis pelas sensações (como dor, calor, frio e tato);

  • Nervos motores, que controlam os músculos voluntários;

  • Nervos autonômicos, que regulam funções automáticas (pressão, ritmo cardíaco, digestão etc.).

O comprometimento pode ocorrer de forma isolada (mononeuropatia), múltipla (mononeuropatia múltipla) ou difusa e simétrica (polineuropatia), como acontece em muitos casos de neuropatia diabética.


 

3. Principais Causas das Neuropatias

As neuropatias periféricas têm origens diversas e, em muitos casos, se associam a outras doenças neurológicas ou sistêmicas. Veja as principais causas:

🔸 Diabetes Mellitus

É a principal causa de polineuropatia simétrica no mundo. A hiperglicemia constante afeta diretamente os nervos e vasos que os nutrem. A neuropatia diabética é uma das mais estudadas e pode evoluir com dor intensa, perda de sensibilidade e risco de úlceras e amputações.

🔸 Deficiências Nutricionais

Vitaminas como B1 (tiamina), B6 (piridoxina) e principalmente B12 (cobalamina) são essenciais para a saúde dos nervos. A falta prolongada de vitamina B12, por exemplo, pode evoluir para quadros graves de neuropatia sensitiva e até para distúrbios neurológicos centrais — veja nosso post completo sobre Deficiência de Vitamina B12.

🔸 Álcool e Substâncias Tóxicas

O abuso crônico de álcool é tóxico para os nervos e frequentemente se associa à deficiência de tiamina (vitamina B1), levando a quadros mistos de neuropatia e encefalopatia. Solventes, pesticidas e metais pesados (como chumbo e mercúrio) também podem provocar lesões nervosas permanentes.

🔸 Doenças Autoimunes e Infecções

Lúpus, Síndrome de Guillain-Barré, Síndrome de Sjögren e doenças infecciosas como hanseníase, HIV e herpes-zóster também figuram entre as causas. Algumas dessas neuropatias são agudas e reversíveis, outras exigem tratamento contínuo.

🔸 Causas Genéticas e Idiopáticas

Algumas neuropatias têm causa hereditária, como a Doença de Charcot-Marie-Tooth, enquanto outras permanecem sem causa identificada (idiopáticas), mesmo após extensa investigação.


 

4. Sintomas Comuns

Os sintomas dependem do tipo de nervo afetado e podem surgir de forma súbita ou progressiva:

🟠 Neuropatia sensitiva:

  • Dormência, formigamento, sensação de choque ou queimação;

  • Perda da sensibilidade tátil ou dolorosa;

  • Hipersensibilidade ao toque leve.

🔵 Neuropatia motora:

  • Fraqueza muscular, câimbras, dificuldade para caminhar;

  • Atrofia de músculos com o tempo.

🟢 Neuropatia autonômica:

  • Tonturas ao levantar (hipotensão postural);

  • Sudorese anormal, disfunção gastrointestinal ou urinária;

  • Disfunção sexual.


 

5. Diagnóstico e Avaliação

O diagnóstico é clínico e laboratorial:

  • Avaliação neurológica detalhada;

  • Eletromiografia (ENMG) para mapear a condução nervosa;

  • Exames laboratoriais: glicemia, função renal, vitaminas, infecções e autoanticorpos;

  • Testes genéticos ou biópsia de nervo em casos específicos.

O diagnóstico precoce é crucial para impedir que neuropatias inicialmente leves evoluam para incapacidades maiores.


 

6. Tratamento e Cuidados

O tratamento visa interromper a causa, aliviar os sintomas e preservar a função:

  • Tratamento da causa: controle do diabetes, suspensão de substâncias tóxicas, reposição vitamínica;

  • Terapias medicamentosas: pregabalina, gabapentina, amitriptilina, entre outros;

  • Reabilitação funcional: fisioterapia, terapia ocupacional e cuidados preventivos (como o cuidado com os pés no diabetes);

  • Imunoterapia, quando indicada, em neuropatias inflamatórias.


 

7. Prognóstico e Qualidade de Vida

Embora algumas neuropatias sejam irreversíveis, muitas melhoram com tratamento adequado. Com diagnóstico precoce, reabilitação e acompanhamento neurológico contínuo, é possível controlar a dor, preservar a função e manter uma boa qualidade de vida.

A evolução clínica de uma neuropatia pode estar conectada a outras disfunções do organismo. Por isso, tratar a neuropatia também é cuidar da saúde metabólica, imunológica e nutricional de forma integrada.


 

8. Conclusão

As neuropatias periféricas são condições desafiadoras, mas com tratamento precoce e direcionado, a maioria dos pacientes pode recuperar autonomia e bem-estar. Se você apresenta sintomas como formigamento persistente, fraqueza muscular ou dor inexplicável nas extremidades, não ignore os sinais do seu corpo.

📍 Na Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono de Maringá, realizamos uma avaliação neurológica completa, com exames especializados e abordagem personalizada. Nosso objetivo é oferecer diagnóstico preciso, identificar as causas e propor um plano terapêutico eficaz para o alívio dos sintomas e a melhoria da sua qualidade de vida.

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Doenças Metabólicas e Periféficas – Esclarecendo as Principais Dúvidas

O que é neuropatia periférica e como ela se desenvolve❓ 

A neuropatia periférica é uma condição que resulta de danos aos nervos periféricos, responsáveis por transmitir sinais entre o cérebro, a medula espinhal e o restante do corpo. Ela pode se desenvolver de forma progressiva devido a causas como diabetes, alcoolismo, deficiências vitamínicas, doenças autoimunes, infecções, exposição a toxinas ou mesmo por fatores genéticos. Com o tempo, o dano aos nervos afeta a sensibilidade, os movimentos e funções automáticas do organismo.

Como diferenciar sintomas comuns de sinais de neuropatia❓

Muitos sintomas de neuropatia periférica começam de maneira sutil, como formigamento, dormência ou sensação de agulhadas nos pés e mãos. Com a progressão da condição, podem surgir dor em queimação, fraqueza muscular, perda de equilíbrio e até dificuldades digestivas ou urinárias. A persistência ou piora desses sinais é um indicativo para procurar avaliação neurológica, pois podem representar um quadro neuropático.

A neuropatia tem cura ou é sempre uma condição crônica❓ 

O prognóstico da neuropatia depende da causa e do tempo de evolução. Em alguns casos, como em deficiências vitamínicas ou neuropatias inflamatórias tratadas precocemente, pode haver reversão parcial ou total dos sintomas. Já em neuropatias causadas por doenças crônicas, como o diabetes, o foco do tratamento é controlar a progressão e aliviar os sintomas, promovendo qualidade de vida ao paciente.

Existe prevenção para a neuropatia periférica❓ 

Sim, muitas neuropatias são preveníveis. Controlar doenças de base como o diabetes, manter uma alimentação equilibrada rica em vitaminas do complexo B, evitar o consumo excessivo de álcool e reduzir a exposição a substâncias tóxicas são atitudes importantes. Além disso, manter um acompanhamento médico regular permite detectar alterações precoces que, se tratadas a tempo, evitam o comprometimento dos nervos.

A neuropatia pode afetar os nervos internos do corpo❓ 

Sim, os nervos autonômicos também podem ser comprometidos. Esses nervos regulam funções automáticas do corpo, como os batimentos cardíacos, a digestão, a sudorese e o controle da bexiga. Quando há lesão nessas fibras, o paciente pode ter sintomas como tonturas ao se levantar, problemas digestivos, disfunções urinárias e alterações na transpiração, exigindo um cuidado neurológico mais abrangente.

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